Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Nos concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos

Nos dias de hoje o tempo é um
dos nossos bens mais preciosos, temos tão pouco tempo livre para descansarmos,
estarmos com a família e com os amigos, dedicarmo-nos a um ou mais hobbies,
fazermos aquilo de que realmente gostamos!

Não seria fantástico chegarmos
a casa e termos tudo limpo, as compras feitas e arrumadas, o jardim bonito, os
pequenos assuntos chatos resolvidos (ir aos correios, ir à lavandaria, ir à
farmácia, ficar em casa à espera do canalizador ou de outro técnico
qualquer?...)

E quantas vezes as crianças nos
pedem um animal de estimação e não o temos por falta de tempo: para o passear,
lavar, escovar, levar ao veterinário, limpar a gaiola…, ou então, tratando-se de
casa de fim-de-semana, tal é absolutamente impossível porque não há quem venha
diariamente alimentá-lo e dar-lhe carinho e atenção?

Deixe tudo isto ao nosso
cuidado para que o seu tempo livre seja realmente e exclusivamente um tempo de
lazer.

Para mais informações contacte:
91 987 4126 ou alfazemas@gmx.com

Domingo, 5 de Outubro de 2008

EM LIBERDADE…

Após a recuperação e consequente libertação da raposa Rudolfo, que tinha sido atropelada na zona de Almeirim quando era ainda uma cria, o Centro de Recuperação de Animais Selvagens devolveu à liberdade um milhafre preto (Milvus migrans), uma ave de rapina que se encontra em Portugal no Verão. Esta ave que veio inaugurar o Centro há cerca de um ano, veio da zona da Serra da Estrela, com uma asa seriamente danificada. O seu tratamento passou por diversas fases até estar completamente restabelecida e poder voar em liberdade, juntando-se aos seus pares na sua rota de migração outonal.

Mochos, corujas e outras aves aguardam “padrinhos” que possam contribuir para a sua manutenção e recuperação, para que brevemente também elas possam voar nos céus.

Todos os ”padrinhos” recebem um certificado, notícias dos “afilhados” e serão convidados a participar na sua libertação.

CRASM – Rua 1º de Maio, 10
Tojeira
2550-076 Vilar CDV
T – 966 775 515

Domingo, 13 de Julho de 2008

Aprendiz de jardineiro

A jardinagem é fascinante!
Tanto que já aprendi, e tanto que ainda não sei!

Algumas das minhas fotos favoritas.

Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Somos amigos do animais?... nem sempre!

Todos os anos nascem ou são abandonados centenas de cães e gatos só no concelho de Santarém.
Entregues a si próprios procuram alimento nos caixotes do lixo ou, em zonas rurais, "visitando" galinheiros e redis de ovelhas com os seus consequentes horrores.
Passam fome, sede, calor e frio, adoecem e ficam atropelados, as fêmeas reproduzem-se livremente tornando o ciclo de animais abandonados infindável.

As Associações de Protecção aos Animais e muitos particulares fazem o que podem, mas os recursos económicos e logísticos nunca conseguirão resolver todos os problemas dos animais abandonados/errantes.

Se tem condições para acolher um Amigo Muito Fiel, contacte a Associação Scalabitana de Protecção aos Animais em Santarém. Se não o puder fazer, alimentos, cobertores velhos e medicamentos serão muito bem-vindos.

Telem.: 917 614 210

Domingo, 18 de Fevereiro de 2007

Compostagem: Uma ementa para o solo.

A compostagem é um processo natural de reciclagem e significa a decomposição controlada de matéria orgânica, restos de plantas e animais, formando um produto final semelhante ao húmus, designado por composto.
Com a aparecimento dos fertilizantes químicos, a compostagem caiu em desuso, embora esta tendência se tenha invertido nos últimos anos devido aos efeitos criados no ambiente pelo uso excessivo de fertilizantes de síntese.
A compostagem beneficia o ambiente pela reciclagem que se faz da matéria orgânica, nomeadamente, da matéria proveniente da limpeza das florestas, na prevenção dos fogos.
Para além destes benefícios, há que ter em consideração que a reciclagem que se faz da matéria orgânica prolonga o “tempo de vida útil” dos aterros sanitários. Se considerarmos que cerca de 36% do volume total de resíduos é constituído por matéria orgânica, sendo esta proporção superior nos municípios rurais (dados da DGA, 1994), facilmente depreendemos que, a grosso modo, a proporção atrás mencionada incidirá directa ou indirectamente no aumento dos custos dispendidos no tratamento dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), donde provém a maior parte da matéria orgânica que é depositada diariamente nos aterros sanitários.
A compostagem é, portanto, um processo que para além de reduzir os custos no tratamento dos RSU, poderá ser uma das fontes de fertilizante natural para a valorização e enriquecimento dos solos agrícolas, pois a utilização do composto na fertilização dos solos, dá-lhes consistência, melhorando a textura, reduzindo o escoamento, a erosão e o crescimento de plantas daninhas.

Como se processa:
A duração e extensão do processo de compostagem depende dos seguintes factores:
· Matéria orgânica (O)
· Qualidade de área exposta
· Mistura
· Temperatura
· Relação Azoto/Carbono
· Água e Arejamento

Estes factores são importantes para que as bactérias, fungos e outros organismos que reciclam a matéria orgânica possam alimentar-se e sobreviver. Uma pilha de composto consiste, geralmente, em camadas de MO alternadas com solo. A pilha é normalmente preparada numa estrutura designada por compostor.
Existem diferentes métodos e modos de construção de compostores, dependendo do tempo e energia, do tipo de matéria orgânica adicionada e do espaço disponível para a sua instalação.

Construir um caixote de composto
Materiais:
· Caixote de lixo com tampa com capacidade aproximada de 20 litros.
· Palha, serradura grosseira ou aparas de madeira.
· Rede de arame.

Ferramentas:
· Luvas de trabalho.
· Perfurador/ berbequim.
· Forquilha, pá.

Procedimento:
1- Faça três fiadas de furos de 10 a 15 cm de distância à volta do caixote. De seguida faça vários furos na base do caixote de composto. Os furos permitirão o movimento do ar e a drenagem do excesso de água. Deve colocar uma rede de arame no fundo do caixote e instalá-lo firmemente num solo com boa drenagem.

2- Coloque 5 a 7 cm de serradura grosseira, palha ou aparas de madeira, no fundo do caixote para absorver o excesso de água e deixar o composto drenar.

Este sistema não é o ideal, mas resulta, sendo melhor misturar a MO com frequência, para que a compostagem se processe convenientemente.
Coloque o caixote no jardim, num local abrigado e à sombra, colocando 5 a 7 cm de serradura grosseira ou aparas de madeira para construir a base da camada.
Recolha os restos de comida (vegetais ou fruta), borras de café , saquetas de chá, casca de batata, casca de ovos esmagadas, caroços de fruta e cereais. Podem também colocar palha, restos de plantas e folhas e ervas cortadas não muito verdes.
Os restos de cor castanha incluindo folhas, serradura e palha, fornecem Carbono. Restos de cor verdes, como os vegetais frescos fornecem Azoto. Geralmente, camadas alternadas de cor verde e castanha, com a mesma espessura fornecem essa relação.
Os restos de cozinha deverão ser adicionados na camada rica em Azoto. Após a sua adição, coloca-se uma fina camada de solo, serradura, palha e folhas, para absorção dos odores.
Corte os restos da cozinha e do jardim em pequenos pedaços e cubra com terra. Quanto mais pequenos estiverem os pedaços, mais depressa se dará a decomposição. Nunca se devem deixar os restos de cozinha no cima, pois podem atrair animais.
O conteúdo do caixote compostor deve ser revolvido diariamente com a ajuda de uma forquilha. Este procedimento, favorece o arejamento da mistura e fornece oxigénio às bactérias aeróbias, para que estas possam decompor a matéria orgânica evitando assim, o aparecimento de cheiros desagradáveis, podendo ou não adicionar-se água para assegurar os níveis de humidade adequados. Alimente o composto, não mais de uma ou duas vezes por semana. Feche sempre a tampa depois de o alimentar.
Se forem adicionados restos ácidos, como folhas de carvalho ou pilhas e agulhas de pinheiro, é necessário polvilhar a mistura com um pouco de sal em pó, de forma a neutralizar o Ph do composto.
Nos períodos húmidos, o caixote deve estar fechado. Nos períodos secos e sempre que os materiais colocados no caixote se apresentem secos, deve adicionar-se água, de forma a manter a humidade entre os 40% a 60%. A temperatura, por sua vez, deverá estar entre os 32ºC e os 65ºC. No Inverno a temperatura não deve descer além dos 20/30ºC e no Verão não deverá ultrapassar os 65ºC.
Para testar a humidade, retire uma mão-cheia do composto e aperte-o; se gotejar só uma ou duas gotas, ou deixar a palma da mão húmida, tem-se provavelmente uma humidade suficiente, senão adicione água. Se o composto estiver molhado, poderá adicionar serradura, cal ou pequenas pedras de calcário que ajudam a regular o teor de humidade.
O processo de compostagem demora algumas semanas, podendo variar consoante a temperatura e a humidade mantida durante o processo. O composto no final, deve apresentar um aspecto homogéneo e semelhante a terra.

Nota: A compostagem de restos de cozinha requer cuidados especiais, para evitar ratos, insectos e outros animais e maus cheiros. Para tirar o máximo rendimento do composto, este deve ser aplicado no prazo máximo de um ano, período durante o qual mantém as suas qualidades.

Eng.º Óscar Pires

Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

D. Melra e seus companheiros....

Fui plantando, plantando, regando, podando, alimentando com muito carinho o meu pequeno jardim. Não é um jardim normal, feito com régua e esquadro, certinho, arrumadinho e com as cores das flores a combinar.
Tem mais arbustos do que flores, muito verde, grandes maciços de aromáticas e, claro, as minhas amadas roseiras, essas sim de cores e espécies variadas, algumas de fragrância acentuada.
Cresceu tudo quase sem eu dar por isso, e foi assim criado um pequeno habitat.
Borboletas coloridas, abelhas sempre de volta das alfazemas, pardais sem conta que vêm comer as sementes que ponho na “casinha dos passarinhos” onde aliás já nidificaram por 2 vezes ou matar a sede no bebedouro que tenho para eles.
Mas nem só de visitantes vive o meu jardim! Reparando com atenção, um dia encontrei nos enormes bambus um ninho tão bem feito, tão acolhedor, que um casal de pintassilgos fez. Vi lá a fêmea várias vezes mas ainda não vi ovos nem prole daquela família.
Agora a D. Melra que vive na sebe de cedros já é outra coisa! Aquele casal de melros (supondo que são sempre os mesmos) deveria ganhar um prémio para “super – pais”.
Quando encontrei o ninho tinha três ovos, pintalgados e esverdeados. Mais tarde fui dar com a fêmea lá a chocar. De vez em quando ia espreitar sorrateiramente para não incomodar muito. E assisti ao crescimento das três crias.
Muito feias de início, sem penas e de olhos fechados, tão indefesos. Depois já maiores e com penas, ainda tão frágeis, de bico sempre aberto a piar. E os pais sempre a irem e virem com comida no bico, incansáveis! Assisti também às “lições de voo”. Os pais chamavam por eles, de locais próximos, empoleirados na vedação ou num ramo de uma árvore. E aqueles três desajeitados aprenderam a voar em pouco tempo, tentando a medo, caindo e voltando a tentar.
Como nós um dia também fizemos para aprender a andar.
Estas cenas já se repetiram mais duas vezes, com quatro ovos e quatro crias de cada vez.
E são tantos os visitantes/ residentes no meu jardim: verdilhões, toutinegras, cartaxos, rabiruivos, andorinhas, gaios, abelharucos, mochos galegos, gralhas, as águias planam lá tão perto! Até o esquivo papa – figos foi avistado uma vez!
Tenho música natural de manhã à noite. Um coro maravilhoso!
E lembro-me do que alguém um dia escreveu: “Amo a liberdade, por isso deixo livres as coisas que amo. Se voltarem é porque me amam também, senão é porque nunca me pertenceram.”
Também eu amo a liberdade e por isso deixo livres todas estas aves. Se voltarem é porque gostam, se sentem bem no espaço que eu criei para mim e também para elas. É claro que eles nunca me pertencerão. Pertencemos todos à mãe – natureza.
Os melros, os pintassilgos e todas estas aves que mencionei, não são animais para estarem em cativeiro. São protegidos por lei. Não pactue com uma crueldade enorme nem com esta ilegalidade. Contacte a GNR da sua localidade caso encontre este tipo de aves cativas ou em caso de destruição deliberada de ninhos de andorinhas!
A GNR tem uma secção (SEPNA) que investiga atentados ambientais. Colabore!


Ana Isabel Pinto

“Alecrim, alecrim aos molhos, por causa de ti choram os meus olhos...”

O alecrim é conotado com a tristeza e, em certos países com o luto. Mas é também muito útil, este arbusto nativo da zona mediterrânica que prefere terrenos calcários, podendo ser encontrado um pouco por todo o lado, desde as orlas costeiras, a pinhais e serras, desde que o local seja soalheiro. Pode atingir 1,5 m de altura, tem folhas persistentes e pequenas flores em tons azuis e arroxeados, que aparecem no Outono.

As suas folhas, que devem ser colhidas no Verão e secas à sombra, têm as mais diversas utilidades: combatem dores de garganta e musculares, enxaquecas, são bactericidas, anti-parasitárias, anti-espasmódicas, anti-inflamatórias, estimulam a circulação de sangue (sobretudo para a cabeça, melhorando assim a capacidade de concentração e de memória, e estimulando o crescimento do cabelo), combate a hipotensão, a depressão e facilitam a digestão actuando sobre o fígado e sobre a vesícula.

São utilizadas em chá, em tinturas, em champôs, em sais de banho, em águas de colónia, em óleos e incensos. Também em diversos pratos de culinária são um bom tempero, não esquecendo o mel (atrai as fantásticas abelhas, mas repele os mosquitos irritantes).

Desde a antiguidade que é empregue em diversos rituais desde curas a cerimónias fúnebres, ou até nas nossas tradicionais procissões. Diz ainda a sabedoria popular que trazem sorte à casa, pelo que devem ser plantados no jardim, junto à porta ou portão principal.

Ana Isabel Pinto